
Quando a ausência de consequências alimenta a perceção de impunidade
Quando denunciar pode custar a segurança, a estabilidade financeira e o futuro de uma família, a proteção não pode ser uma promessa. Tem de ser uma realidade.
Porque nenhuma mãe deveria ter de escolher entre pagar a quem a defende e alimentar os filhos que procura proteger.
Cada processo arquivado, cada medida de proteção insuficiente e cada situação de violência que se repete exigem uma pergunta fundamental:
"Estamos verdadeiramente a proteger quem sofre violência ou estamos a permitir que o medo continue a fazer parte da sua vida?"
Uma sociedade não pode avaliar a eficácia da justiça apenas pelo número de processos encerrados ou de condenações proferidas.
Deve também avaliar quantas pessoas ficaram efetivamente protegidas, quantas situações de violência foram prevenidas e quantos agressores deixaram de reincidir.
Porque a verdadeira eficácia da justiça não se mede apenas pelas decisões que toma, mas também pela segurança que consegue garantir.
MULHER PORTUGUESA™
Educação. Prevenção. Transformação.
